16 de jun de 2012

MULHER E SUAS CULPAS

Culpa!!!! 
    Esse era é e sempre será o primeiro sentimento que vem quando uma mãe começa a pensar em ter que voltar a trabalhar após a licença maternidade.  Toda mãe quando volta ao trabalho experimenta algum grau de culpa, ela está culpada por deixar o seu bebe, ou a culpa porque  estará desfrutando de algum tempo sozinha para ela novamente. Geralmente elas ficam ambivalentes dizendo que se sentem culpadas porque gostariam de estar com seus filhos, mas também querem voltar à carreira, mas não podem fazer as duas coisas em tempo integral. Estudos recentes mostram o efeito positivo do retorno ao trabalho materno ate no máximo 12 meses do nascimento, sobre o desenvolvimento cognitivo e social da criança.
    Sabe-se que a educação dos filhos irá depende do afeto com qualidade e limites que os pais passam quando estão presente física e emocional. É na conquista, na convivência e na intimidade das relações construídas no cotidiano com os filhos que cresce e frutifica a relação e os cuidados com eles.
Porém a algo fundamental que os pais e não só a mãe esquece quando nasce um filho, a educação através do exemplo e das demonstrações nas atitudes e comportamento de vocês pais. Casais que antes do filho nascer  demonstrações carinho de forma verbal e não verbal, pública e privada, porem com a chegada da criança isso tudo acabou. Que mensagem e aprendizado esse filho irá levar para a vida afetiva dele, que carinho é só entre pais e filhos?       A educação sexual e afetiva continua na gravidez e é o que se leva para toda vida adulta.
    Ao mesmo tempo, durante a gravidez e o puerpério, onde fica aquela energia de algumas mães que eram ativas social e profissionalmente, que se cuidavam, se produziam como mulher, que serviam de exemplo para outras mulheres, que se sentiam produtivas e tinha muito prazer com tudo isso que faziam? Foi tudo sublimado na maternidade?
     A mãe não poderá mais tarde em sua vida comprar (mesmo que inconscientemente) de seu filho que diminuiu sua rotina de trabalho por causa dele.
Então mesmo sendo difícil: a separação deste filho, de ter que treinar alguém para cuida-lo (que não será igual a você – ainda bem!! – para você não ter ciúmes dessa pessoa), do medo que ele não lhe reconheça ao voltar para casa, você verá que ele sobreviveu. E você ficará aliviada pelas demonstrações de felicidade dele ao vê-la.
    Ei, não se esqueça de observar os traços (também) físicos que tem por trás daquele sorriso de seu filho ao vê-la, os do pai. E você pai que pode acha que a vida afetiva-sexual do casal demore a voltar ao que era antes do bebê chegar, faça sua parte chamando a atenção da “mulher” que está ao seu lado para você homem – começando por chamais chama-la de “mãezinha”. Por favor!!!!